Você que tem um parente autista já sabe muito bem que praticamente ninguém entende de autismo, exceto alguns ainda muito poucos médicos e terapeutas especializados no seu tratamento. Entre os que desconhecem as peculiaridades de um autista estão os funcionários do seu plano de saúde, que, apesar disso, são os que analisam o laudo médico com o tratamento e as terapias prescritas. Leigos como são terão muitas dúvidas, inseguranças e dificuldades em entender o que o médico que emitiu o laudo deseja que seja feito em benefício do paciente. Se o laudo for resumido, com poucas informações, o plano de saúde poderá encaminhar as terapias de modo diverso daquele que era desejado e prejudicar os resultados esperados. Por isso é recomendável que o laudo contenha ampla gama de informações. É fundamental incluir o histórico do paciente, incluindo os tratamentos e medicações que não deram resultado. Também deve descrever detalhadamente o perfil do paciente, suas estereotipias, seus hábitos, informando se é auto ou heteroagressivo, como é seu comportamento, se tem conduta opositiva (dizer não aos comandos), como é seu convívio com a família, na escola e socialmente e assim por diante. Deve discriminar as terapias indicando quantas horas por semana de cada uma e descrevendo os objetivos visados com elas. Indicar se o caso envolve urgência ou emergência, mas sempre assinalando que o inicio das terapias deve ser imediato. Registrar que o tratamento prescrito poderá sofrer ajustes e alertar quais as consequências se o tratamento não for realizado ou se for interrompido. Também deve especificar a metodologia que prescreve (ABA, DENVER, etc). Sendo um laudo repleto de informações, além de ser benéfico para os terapeutas que lidarão com o paciente, facilitará sua tramitação no plano de saúde, pois estarão descritos todos os elementos para o seu adequado encaminhamento e menos sobressaltos e desconformidades ocorrerão.